A zona azul é uma área especial, localizada em locais de muito movimento e de transito intensivo, onde o motorista para estacionar nesse local, precisa adquirir um cartão de estacionamento - o cartão zona azul, o que lhe dará direito à algumas horas parados na vaga, se extrapolar o tempo permitido será necessário adquirir um outro cartão. Se o motorista for flagrado pelos guardas da AMC sem o tal do cartão será multado.
Essa semana eu precisei ir ao shopping Center Um, rodei, rodei e encontrei uma bendita vaga, quando ia estacionando eis que surge um sujeito com um bloco na mão. O seguinte dialogo se seguiu:
-EU: Ei cara! Tá vendendo o cartão da zona azul?
-SUJEITO: Toh! Mas meu chefe faça o seguinte: vá resolver suas coisas, que eu vou colocar um cartão preenchido aqui no seu carro só de H, ae o senhor me volta só 1 realzinho.
O cartão azul institucionalizou o flanelinha, ele agora está "a serviço da prefeitura". O que antes era um individuo que ficava ali pastorando os carros em troca de uns trocados, contando com a boa vontade do motorista (ou com o medo de algo ocorrer com seu carro em caso do não pagamento da gorjeta), agora tem o preço da gorjeta fixado em 1 real. O cartão da zona azul virou na mão dos flanelinhas um instrumento de coerção do motorista. O que muitas vezes acontece é que ao estacionar, o motorista não encontra nenhum local ou ninguém para adquirir o cartão, mas quando volta se depara com um cartão no seu pára-brisa e o flanelinha do lado, com a conversa fiada que os agentes da AMC passaram por lá e que só não multaram porque ele tinha colocado o cartão no carro. Mesmo que o motorista não acredite nesse papo, ele fica numa posição desconfortável, preferindo pagar o "realzim" pro flanelinha e encurtar logo a conversa.
O sistema de zoneamento visa desestimular o uso de carros ou de transportes individuais, incentivando as pessoas a preferirem o transporte coletivo. Na Europa e em outros países desenvolvidos esse sistema funciona muito bem, aqui Fortaleza, acredito que não esteja que sendo muito eficaz.
Além desse problema dos flanelinhas que citei acima, a falta de pontos de vendas do cartão e de fiscalização não estimulam as pessoas a abandonarem os carros, elas continuam indo de carro para os pontos zoneados, os engarrafamentos continuam e a escassez de vagas permanece.
Outra questão que levanto é sobre a qualidade dos transportes coletivos da cidade, nos países desenvolvidos, sabemos que eles funcionam, são rápidos, seguros e práticos. Aqui, são superlotados, inseguros e constantemente atrasados. Desse modo não há como querer que as pessoas deixem o conforto de seus carros para andarem de ônibus, além da questão cultural local, em que andar de ônibus é coisa de "liso"!
IMAGEM DA SEMANA
Beppe Grilo, humorista italiano fez do dia 8 de setembro passado, um dia de protesto onde italianos de todas a regiões do pais, revoltados com a corrupção política ,reuniram -se para para manifestar sua indignação com muito humor. Na ocasião, Grilo propôs um projeto denominado "Limpe o parlamento", onde entre outras reivindicações pede que políticos condenados não possa se reeleitos. Para quem não sabe a palavra Vaffanculo pode ser traduzida como "fuck you" e bem que poderiamos extender para o Brasil essa campanha.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Tropa de Elite
Semana passada eu assistir ao filme Tropa de Elite (é eu sei, ele ainda nem estreou nos cinemas). O filme, baseado em fatos reais, relata o cotidiano dos policiais do BOP - Batalhão de Operações Especiais, integrante da Policia militar do Rio de Janeiro. Um ótimo filme brasileiro, com cenas de ação, incursões em favelas, tiroteio e tudo que o gênero oferece. Contudo o filme não é só isso, além de ter um bom roteiro, o filme também aborda outras questões que o policial enfrenta no cumprimento de seu dever: a falta de condições de trabalho adequadas, o sistema corrupto que impera entre os maus policiais e os traficantes, os problemas psicológicos, o stress e os conflitos familiares enfrentados pelos soldados, além de claro, a questão das drogas.
O filme toca numa questão delicada nessa questão das drogas: os usuários. Delicada porque o usuário final da droga, o jovem de classe média, de "boa família”, não tem noção de como o seu pequeno baseado é importante na cadeia de produção do tráfico.
Não quero aqui puxar o coro dos que dizem que todo usuário de droga é marginal ou vagabundo, mesmo porque, para mim se equivale fumar um baseado ou tomar uma cerveja, ambas são drogas, que fazem mal a saúde e alteram a consciência do individuo. Contudo, os usuários de drogas ilícitas precisam ficar cientes que financiam uma indústria do crime, que usa o dinheiro para comprar armas, que são usadas para assaltos e todo tipo de violência, na qual todos estão sujeitos, inclusive seus pais e familiares. Nesse ponto, a drogas licitas, mesmo com todo o mal que ela fazem, alimenta uma indústria que paga impostos e estão sujeitas a justiça. Qual a solução para o problema ? Legalizar? Não sei! Talvez o melhor seja: não compre, plante!
O filme toca numa questão delicada nessa questão das drogas: os usuários. Delicada porque o usuário final da droga, o jovem de classe média, de "boa família”, não tem noção de como o seu pequeno baseado é importante na cadeia de produção do tráfico.
Não quero aqui puxar o coro dos que dizem que todo usuário de droga é marginal ou vagabundo, mesmo porque, para mim se equivale fumar um baseado ou tomar uma cerveja, ambas são drogas, que fazem mal a saúde e alteram a consciência do individuo. Contudo, os usuários de drogas ilícitas precisam ficar cientes que financiam uma indústria do crime, que usa o dinheiro para comprar armas, que são usadas para assaltos e todo tipo de violência, na qual todos estão sujeitos, inclusive seus pais e familiares. Nesse ponto, a drogas licitas, mesmo com todo o mal que ela fazem, alimenta uma indústria que paga impostos e estão sujeitas a justiça. Qual a solução para o problema ? Legalizar? Não sei! Talvez o melhor seja: não compre, plante!
“Independência ou morte?!”
Contribuição para o blog do meu amigo Ronaldo Ruy
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por Ronaldo Ruy
“Independência ou morte?!”
O que há de mais irônico em saber que uma independência geográfica, ou de território, seria apenas mais uma farsa política na memória brasileira? Que orgulho hein?! Deve ser a independência mais dependente registrada na história... Tanta violência, tanta mentira, drogas, fome, desrespeito, preconceito, e por ai vai... Enquanto você espera o ônibus, tem que prestar a atenção nos ladrões e nos carros que podem atropelar você... Será que dá tempo! Tem que ser ninja mesmo! É tanto dinheiro envolvido que políticos têm cargos de 4 anos, “trabalham” 2 e os próximos 2 eles participam da mesma novela de gastar o dinheiro arrecadado, criticar sem mostrar soluções, num verdadeiro esfacelamento político pra poder ficar nos próximos 4 anos, de modo que não importa o trabalho, nem um desenvolvimento eficiente da nação, e sim o poder nas mãos! Continuando... Pra quê acabar com o tráfico de drogas? Não seria injusto, já que tem muita gente querendo usar, classificados legalmente apenas como usuários, e movimentam um capital excludente de milhões de reais, mesmo sabendo que irão morrer e fazem parte da população pagar com sua própria vida, mesmo quando não tem nada a ver com essa história? E a cerveja geladinha??? Que beleza! É vendida legalmente e mata jovens todos os dias associada ao trânsito! Uma das coisas mais engraçadas, ou melhor, mais tristes (como queiram!) que se ver, é quando um mesmo concurso público remetendo um salário de R$ 9.000,00 para quem é graduado em medicina e R$ 500,00 para quem é graduado em português! Desse jeito os professores de português deveriam participar da “bolsa-família” também! Qual o problema?? Há, lembrei: A bolsa-família é para quem ganha até R$ 30,00... Desculpa... Compre um terno para quando precisar ir ao banco, talvez assim você seja atendido em 10 minutos e não em 2 horas... Compre um carro pra são ser esmagado feito sardinha no ônibus ou na ‘condução alternativa’(e põe alternativa nisso!) de sua cidade... Fale com o gerente! Se ele estiver na loja... Fale com o presidente da república! Mas, de fato, ele não sabe que você existe... Não desista! Passe o recado de forma hereditária que um dia conseguirão por você... (É o que desejo...). Vamos inventar mais feriados! É tão bom sair, curtir a vida de folga no trabalho... E com a contribuição de um famoso artista chamado Raul Seixas, temos uma carta-na-manga! Ele só esqueceu de definir a data, mas nós podemos pensar por ele sem pagá-lo por direitos autorais (ele já morreu!) e, enfim, teremos mais um dia de feriado no nosso querido calendário... Seria então: “O dia da Saudade”, onde todo mundo chora, canta e conta coisas tristes....
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por Ronaldo Ruy
“Independência ou morte?!”
O que há de mais irônico em saber que uma independência geográfica, ou de território, seria apenas mais uma farsa política na memória brasileira? Que orgulho hein?! Deve ser a independência mais dependente registrada na história... Tanta violência, tanta mentira, drogas, fome, desrespeito, preconceito, e por ai vai... Enquanto você espera o ônibus, tem que prestar a atenção nos ladrões e nos carros que podem atropelar você... Será que dá tempo! Tem que ser ninja mesmo! É tanto dinheiro envolvido que políticos têm cargos de 4 anos, “trabalham” 2 e os próximos 2 eles participam da mesma novela de gastar o dinheiro arrecadado, criticar sem mostrar soluções, num verdadeiro esfacelamento político pra poder ficar nos próximos 4 anos, de modo que não importa o trabalho, nem um desenvolvimento eficiente da nação, e sim o poder nas mãos! Continuando... Pra quê acabar com o tráfico de drogas? Não seria injusto, já que tem muita gente querendo usar, classificados legalmente apenas como usuários, e movimentam um capital excludente de milhões de reais, mesmo sabendo que irão morrer e fazem parte da população pagar com sua própria vida, mesmo quando não tem nada a ver com essa história? E a cerveja geladinha??? Que beleza! É vendida legalmente e mata jovens todos os dias associada ao trânsito! Uma das coisas mais engraçadas, ou melhor, mais tristes (como queiram!) que se ver, é quando um mesmo concurso público remetendo um salário de R$ 9.000,00 para quem é graduado em medicina e R$ 500,00 para quem é graduado em português! Desse jeito os professores de português deveriam participar da “bolsa-família” também! Qual o problema?? Há, lembrei: A bolsa-família é para quem ganha até R$ 30,00... Desculpa... Compre um terno para quando precisar ir ao banco, talvez assim você seja atendido em 10 minutos e não em 2 horas... Compre um carro pra são ser esmagado feito sardinha no ônibus ou na ‘condução alternativa’(e põe alternativa nisso!) de sua cidade... Fale com o gerente! Se ele estiver na loja... Fale com o presidente da república! Mas, de fato, ele não sabe que você existe... Não desista! Passe o recado de forma hereditária que um dia conseguirão por você... (É o que desejo...). Vamos inventar mais feriados! É tão bom sair, curtir a vida de folga no trabalho... E com a contribuição de um famoso artista chamado Raul Seixas, temos uma carta-na-manga! Ele só esqueceu de definir a data, mas nós podemos pensar por ele sem pagá-lo por direitos autorais (ele já morreu!) e, enfim, teremos mais um dia de feriado no nosso querido calendário... Seria então: “O dia da Saudade”, onde todo mundo chora, canta e conta coisas tristes....
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Caso Renan
Não sei por que ainda me surpreendo com as noticias que vêem de Brasília. A absolvição de Renan Calheiros não é uma coisa absurda, considerando a lógica que rege o legislativo brasileiro, era até esperada. Tomemos como exemplo o caso de outros notórios senadores, que passaram pelo crivo do conselho de ética, por desvios de conduta, como o finado senador ACM ou o Jader Barbalho. Os dois renunciaram quando viram a eminência de seus mandatos serem casados, mas porque o Renan não o fez? Será que ele é dotado de uma super coragem, ou será que ele tem absoluta certeza na sua inocência? Ora, sabemos que nada acontece por acaso e menos ainda em Brasília. As provas contra o senador são bastante contundentes e são 4 processos contra ele, com certeza ele tem culpa no cartório. Contudo, o que quero dizer é que o senador tinha absoluta certeza que não seria cassado, foi até o fim, confiando num sistema viciado e nas alianças políticas.
Fico me perguntando se o senado vai ter coragem de passar por cima da opinião pública e inocentar o Renan em todos os processos. É espera para ver os próximos capítulos dessa novela.
Fico me perguntando se o senado vai ter coragem de passar por cima da opinião pública e inocentar o Renan em todos os processos. É espera para ver os próximos capítulos dessa novela.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Crônica de um jogador de futebol (por um dia)
O dia 08 de setembro de 2007 vai ficar para sempre na minha lembrança. Foi o dia em que me senti jogador de futebol profissional. Jogar num estádio lotado pelas duas maiores torcidas do estado, defendendo as cores do meu time de coração, ah! Isso é inesquecível. Claro que aquelas mais de 40 mil pessoas não estavam ali para assistir a mim e a aquele bando de jogadores esforçados e sem muito vigor. Estavam ali claro, para conferir Fortaleza e Ceará, mas isso pouco me importa, o que realmente interessa é que estavam ali e torciam verdadeiramente por mim e meus companheiros em campo.
Quem quando criança, nunca sonhou em ser jogador de futebol profissional? Jogar com arquibancadas cheias e num grande estádio... Comigo não era diferente, também tinha a vontade de ser atleta profissional, mas como muito tantos outros fiquei pelo meio do caminho.
Nessa tarde de sábado tive meu sonho concretizado. Estava em campo em prol de uma causa importantíssima:celebrar a paz entre as torcidas de Fortaleza e Ceará. Ao meu lado, outros torcedores do Fortaleza e como adversários torcedores do Ceará, todos unidos para promover e celebrar a disputa saudável e o respeito com o outro, mesmo sabendo que o grande objetivo do jogo era a promoção de uma coisa maior, ninguém queria perder, pois estávamos representado as cores do nosso clube. As semanas anteriores ao grande dia foram de muita ansiedade para todos, que como eu, também iria realizar um grande sonho. Havia fofocas e provocações como em qualquer clássico, os racheiros do Ceará se consideravam favoritos, tinha um retrospecto melhor, eram mais entrosados e escolheram os melhores jogadores que eles possuíam, recrutando inclusive alguns especialmente para essa partida; enquanto que nós, racheiros tricolores, tínhamos certa desconfiança entre nos mesmos, o time não se conhecia direito, vínhamos de resultados anteriores adversos, mas mesmo assim optamos por manter os jogadores que desde do inicio se comprometeram com o projeto, sendo esse o critério principal para escalação para o jogo final.
No dia parecíamos todos deslumbrados com aquilo tudo, entrando no maior estádio do estado em direção aos vestiários, vivendo os bastidores que antecede a um grande clássico, imprensa e dirigentes, todo mundo ali se preparando para o grande duelo local. Chegando ao vestiário, muita tensão, aquecimento, grito de guerra e fomos para o jogo!!!
O início de jogo não foi lá muito emocionante, o estádio ainda não estava cheio, quase vazio na verdade, pessoalmente não senti nervosismo algum, o time inteiro jogava muito bem, o peso do favoritismo devia está pesando aos novos adversários, tanto que em poucos minutos cometeram um pênalti e tiveram um jogador expulso. Partimos em vantagem e levamos o jogo numa boa, mesmo sofrendo o gol de empate e algum sufoco, o time soube se portar bem.
Começa o segundo tempo, o estádio já estava praticamente tomado pelas torcidas, lembro que antes da bola rolar, estava aquecendo no campo e fiquei parado olhando para as arquibancadas, nessa hora começou a cair à ficha! O segundo tempo foi mais nervoso que o primeiro, o estádio lotado, a vibração das torcidas, contagiou os dois times, o jogo se tornou uma verdadeira correria de ambas as partes, a cada jogada uma reação vinha das arquibancadas. Na metade do segundo tempo, já não tinha mais força para suporta aquele ritmo frenético, preferir sair e ceder meu lugar a um companheiro mais descansado. Acompanhei de fora, os dois outros lindos gols que fizemos e o pênalti perdido por nosso companheiro, mas já não fazia falta esse gol, já estava tudo dominado! Era só esperar o apito final do juiz e comemorar a vitória.
Comemoramos junto com a nossa torcida, foi sensacional aquele momento, receber os aplausos de agradecimento e reconhecimento pelo esforço demonstrado em campo.
Na descida para o vestiário, num verdadeiro estado de êxtase, seguimos todos juntos cantando o hino tricolor. Sabemos mais tarde, que aquela nossa alegria e demonstração de afeto ao clube ecoou dentro dos corredores do Castelão até chegar ao vestiário onde o time profissional do Fortaleza se concentrava, aquilo contagiou os atletas, que não fizeram feio e deixaram aquele dia que já era inesquecível, perfeito, com a vitória do Fortaleza sobre o Ceará. No fim da partida o que se ouvia era: o Fortaleza fez barba, cabelo e bigode hoje!
Quem quando criança, nunca sonhou em ser jogador de futebol profissional? Jogar com arquibancadas cheias e num grande estádio... Comigo não era diferente, também tinha a vontade de ser atleta profissional, mas como muito tantos outros fiquei pelo meio do caminho.
Nessa tarde de sábado tive meu sonho concretizado. Estava em campo em prol de uma causa importantíssima:celebrar a paz entre as torcidas de Fortaleza e Ceará. Ao meu lado, outros torcedores do Fortaleza e como adversários torcedores do Ceará, todos unidos para promover e celebrar a disputa saudável e o respeito com o outro, mesmo sabendo que o grande objetivo do jogo era a promoção de uma coisa maior, ninguém queria perder, pois estávamos representado as cores do nosso clube. As semanas anteriores ao grande dia foram de muita ansiedade para todos, que como eu, também iria realizar um grande sonho. Havia fofocas e provocações como em qualquer clássico, os racheiros do Ceará se consideravam favoritos, tinha um retrospecto melhor, eram mais entrosados e escolheram os melhores jogadores que eles possuíam, recrutando inclusive alguns especialmente para essa partida; enquanto que nós, racheiros tricolores, tínhamos certa desconfiança entre nos mesmos, o time não se conhecia direito, vínhamos de resultados anteriores adversos, mas mesmo assim optamos por manter os jogadores que desde do inicio se comprometeram com o projeto, sendo esse o critério principal para escalação para o jogo final.
No dia parecíamos todos deslumbrados com aquilo tudo, entrando no maior estádio do estado em direção aos vestiários, vivendo os bastidores que antecede a um grande clássico, imprensa e dirigentes, todo mundo ali se preparando para o grande duelo local. Chegando ao vestiário, muita tensão, aquecimento, grito de guerra e fomos para o jogo!!!
O início de jogo não foi lá muito emocionante, o estádio ainda não estava cheio, quase vazio na verdade, pessoalmente não senti nervosismo algum, o time inteiro jogava muito bem, o peso do favoritismo devia está pesando aos novos adversários, tanto que em poucos minutos cometeram um pênalti e tiveram um jogador expulso. Partimos em vantagem e levamos o jogo numa boa, mesmo sofrendo o gol de empate e algum sufoco, o time soube se portar bem.
Começa o segundo tempo, o estádio já estava praticamente tomado pelas torcidas, lembro que antes da bola rolar, estava aquecendo no campo e fiquei parado olhando para as arquibancadas, nessa hora começou a cair à ficha! O segundo tempo foi mais nervoso que o primeiro, o estádio lotado, a vibração das torcidas, contagiou os dois times, o jogo se tornou uma verdadeira correria de ambas as partes, a cada jogada uma reação vinha das arquibancadas. Na metade do segundo tempo, já não tinha mais força para suporta aquele ritmo frenético, preferir sair e ceder meu lugar a um companheiro mais descansado. Acompanhei de fora, os dois outros lindos gols que fizemos e o pênalti perdido por nosso companheiro, mas já não fazia falta esse gol, já estava tudo dominado! Era só esperar o apito final do juiz e comemorar a vitória.
Comemoramos junto com a nossa torcida, foi sensacional aquele momento, receber os aplausos de agradecimento e reconhecimento pelo esforço demonstrado em campo.
Na descida para o vestiário, num verdadeiro estado de êxtase, seguimos todos juntos cantando o hino tricolor. Sabemos mais tarde, que aquela nossa alegria e demonstração de afeto ao clube ecoou dentro dos corredores do Castelão até chegar ao vestiário onde o time profissional do Fortaleza se concentrava, aquilo contagiou os atletas, que não fizeram feio e deixaram aquele dia que já era inesquecível, perfeito, com a vitória do Fortaleza sobre o Ceará. No fim da partida o que se ouvia era: o Fortaleza fez barba, cabelo e bigode hoje!
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