IMAGEM DA SEMANA

IMAGEM DA SEMANA
Beppe Grilo, humorista italiano fez do dia 8 de setembro passado, um dia de protesto onde italianos de todas a regiões do pais, revoltados com a corrupção política ,reuniram -se para para manifestar sua indignação com muito humor. Na ocasião, Grilo propôs um projeto denominado "Limpe o parlamento", onde entre outras reivindicações pede que políticos condenados não possa se reeleitos. Para quem não sabe a palavra Vaffanculo pode ser traduzida como "fuck you" e bem que poderiamos extender para o Brasil essa campanha.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Sobre a tal da zona azul

A zona azul é uma área especial, localizada em locais de muito movimento e de transito intensivo, onde o motorista para estacionar nesse local, precisa adquirir um cartão de estacionamento - o cartão zona azul, o que lhe dará direito à algumas horas parados na vaga, se extrapolar o tempo permitido será necessário adquirir um outro cartão. Se o motorista for flagrado pelos guardas da AMC sem o tal do cartão será multado.

Essa semana eu precisei ir ao shopping Center Um, rodei, rodei e encontrei uma bendita vaga, quando ia estacionando eis que surge um sujeito com um bloco na mão. O seguinte dialogo se seguiu:

-EU: Ei cara! Tá vendendo o cartão da zona azul?
-SUJEITO: Toh! Mas meu chefe faça o seguinte: vá resolver suas coisas, que eu vou colocar um cartão preenchido aqui no seu carro só de H, ae o senhor me volta só 1 realzinho.

O cartão azul institucionalizou o flanelinha, ele agora está "a serviço da prefeitura". O que antes era um individuo que ficava ali pastorando os carros em troca de uns trocados, contando com a boa vontade do motorista (ou com o medo de algo ocorrer com seu carro em caso do não pagamento da gorjeta), agora tem o preço da gorjeta fixado em 1 real. O cartão da zona azul virou na mão dos flanelinhas um instrumento de coerção do motorista. O que muitas vezes acontece é que ao estacionar, o motorista não encontra nenhum local ou ninguém para adquirir o cartão, mas quando volta se depara com um cartão no seu pára-brisa e o flanelinha do lado, com a conversa fiada que os agentes da AMC passaram por lá e que só não multaram porque ele tinha colocado o cartão no carro. Mesmo que o motorista não acredite nesse papo, ele fica numa posição desconfortável, preferindo pagar o "realzim" pro flanelinha e encurtar logo a conversa.

O sistema de zoneamento visa desestimular o uso de carros ou de transportes individuais, incentivando as pessoas a preferirem o transporte coletivo. Na Europa e em outros países desenvolvidos esse sistema funciona muito bem, aqui Fortaleza, acredito que não esteja que sendo muito eficaz.

Além desse problema dos flanelinhas que citei acima, a falta de pontos de vendas do cartão e de fiscalização não estimulam as pessoas a abandonarem os carros, elas continuam indo de carro para os pontos zoneados, os engarrafamentos continuam e a escassez de vagas permanece.

Outra questão que levanto é sobre a qualidade dos transportes coletivos da cidade, nos países desenvolvidos, sabemos que eles funcionam, são rápidos, seguros e práticos. Aqui, são superlotados, inseguros e constantemente atrasados. Desse modo não há como querer que as pessoas deixem o conforto de seus carros para andarem de ônibus, além da questão cultural local, em que andar de ônibus é coisa de "liso"!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Tropa de Elite

Semana passada eu assistir ao filme Tropa de Elite (é eu sei, ele ainda nem estreou nos cinemas). O filme, baseado em fatos reais, relata o cotidiano dos policiais do BOP - Batalhão de Operações Especiais, integrante da Policia militar do Rio de Janeiro. Um ótimo filme brasileiro, com cenas de ação, incursões em favelas, tiroteio e tudo que o gênero oferece. Contudo o filme não é só isso, além de ter um bom roteiro, o filme também aborda outras questões que o policial enfrenta no cumprimento de seu dever: a falta de condições de trabalho adequadas, o sistema corrupto que impera entre os maus policiais e os traficantes, os problemas psicológicos, o stress e os conflitos familiares enfrentados pelos soldados, além de claro, a questão das drogas.
O filme toca numa questão delicada nessa questão das drogas: os usuários. Delicada porque o usuário final da droga, o jovem de classe média, de "boa família”, não tem noção de como o seu pequeno baseado é importante na cadeia de produção do tráfico.
Não quero aqui puxar o coro dos que dizem que todo usuário de droga é marginal ou vagabundo, mesmo porque, para mim se equivale fumar um baseado ou tomar uma cerveja, ambas são drogas, que fazem mal a saúde e alteram a consciência do individuo. Contudo, os usuários de drogas ilícitas precisam ficar cientes que financiam uma indústria do crime, que usa o dinheiro para comprar armas, que são usadas para assaltos e todo tipo de violência, na qual todos estão sujeitos, inclusive seus pais e familiares. Nesse ponto, a drogas licitas, mesmo com todo o mal que ela fazem, alimenta uma indústria que paga impostos e estão sujeitas a justiça. Qual a solução para o problema ? Legalizar? Não sei! Talvez o melhor seja: não compre, plante!

“Independência ou morte?!”

Contribuição para o blog do meu amigo Ronaldo Ruy
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por Ronaldo Ruy

“Independência ou morte?!”

O que há de mais irônico em saber que uma independência geográfica, ou de território, seria apenas mais uma farsa política na memória brasileira? Que orgulho hein?! Deve ser a independência mais dependente registrada na história... Tanta violência, tanta mentira, drogas, fome, desrespeito, preconceito, e por ai vai... Enquanto você espera o ônibus, tem que prestar a atenção nos ladrões e nos carros que podem atropelar você... Será que dá tempo! Tem que ser ninja mesmo! É tanto dinheiro envolvido que políticos têm cargos de 4 anos, “trabalham” 2 e os próximos 2 eles participam da mesma novela de gastar o dinheiro arrecadado, criticar sem mostrar soluções, num verdadeiro esfacelamento político pra poder ficar nos próximos 4 anos, de modo que não importa o trabalho, nem um desenvolvimento eficiente da nação, e sim o poder nas mãos! Continuando... Pra quê acabar com o tráfico de drogas? Não seria injusto, já que tem muita gente querendo usar, classificados legalmente apenas como usuários, e movimentam um capital excludente de milhões de reais, mesmo sabendo que irão morrer e fazem parte da população pagar com sua própria vida, mesmo quando não tem nada a ver com essa história? E a cerveja geladinha??? Que beleza! É vendida legalmente e mata jovens todos os dias associada ao trânsito! Uma das coisas mais engraçadas, ou melhor, mais tristes (como queiram!) que se ver, é quando um mesmo concurso público remetendo um salário de R$ 9.000,00 para quem é graduado em medicina e R$ 500,00 para quem é graduado em português! Desse jeito os professores de português deveriam participar da “bolsa-família” também! Qual o problema?? Há, lembrei: A bolsa-família é para quem ganha até R$ 30,00... Desculpa... Compre um terno para quando precisar ir ao banco, talvez assim você seja atendido em 10 minutos e não em 2 horas... Compre um carro pra são ser esmagado feito sardinha no ônibus ou na ‘condução alternativa’(e põe alternativa nisso!) de sua cidade... Fale com o gerente! Se ele estiver na loja... Fale com o presidente da república! Mas, de fato, ele não sabe que você existe... Não desista! Passe o recado de forma hereditária que um dia conseguirão por você... (É o que desejo...). Vamos inventar mais feriados! É tão bom sair, curtir a vida de folga no trabalho... E com a contribuição de um famoso artista chamado Raul Seixas, temos uma carta-na-manga! Ele só esqueceu de definir a data, mas nós podemos pensar por ele sem pagá-lo por direitos autorais (ele já morreu!) e, enfim, teremos mais um dia de feriado no nosso querido calendário... Seria então: “O dia da Saudade”, onde todo mundo chora, canta e conta coisas tristes....

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Caso Renan

Não sei por que ainda me surpreendo com as noticias que vêem de Brasília. A absolvição de Renan Calheiros não é uma coisa absurda, considerando a lógica que rege o legislativo brasileiro, era até esperada. Tomemos como exemplo o caso de outros notórios senadores, que passaram pelo crivo do conselho de ética, por desvios de conduta, como o finado senador ACM ou o Jader Barbalho. Os dois renunciaram quando viram a eminência de seus mandatos serem casados, mas porque o Renan não o fez? Será que ele é dotado de uma super coragem, ou será que ele tem absoluta certeza na sua inocência? Ora, sabemos que nada acontece por acaso e menos ainda em Brasília. As provas contra o senador são bastante contundentes e são 4 processos contra ele, com certeza ele tem culpa no cartório. Contudo, o que quero dizer é que o senador tinha absoluta certeza que não seria cassado, foi até o fim, confiando num sistema viciado e nas alianças políticas.
Fico me perguntando se o senado vai ter coragem de passar por cima da opinião pública e inocentar o Renan em todos os processos. É espera para ver os próximos capítulos dessa novela.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Crônica de um jogador de futebol (por um dia)

O dia 08 de setembro de 2007 vai ficar para sempre na minha lembrança. Foi o dia em que me senti jogador de futebol profissional. Jogar num estádio lotado pelas duas maiores torcidas do estado, defendendo as cores do meu time de coração, ah! Isso é inesquecível. Claro que aquelas mais de 40 mil pessoas não estavam ali para assistir a mim e a aquele bando de jogadores esforçados e sem muito vigor. Estavam ali claro, para conferir Fortaleza e Ceará, mas isso pouco me importa, o que realmente interessa é que estavam ali e torciam verdadeiramente por mim e meus companheiros em campo.
Quem quando criança, nunca sonhou em ser jogador de futebol profissional? Jogar com arquibancadas cheias e num grande estádio... Comigo não era diferente, também tinha a vontade de ser atleta profissional, mas como muito tantos outros fiquei pelo meio do caminho.
Nessa tarde de sábado tive meu sonho concretizado. Estava em campo em prol de uma causa importantíssima:celebrar a paz entre as torcidas de Fortaleza e Ceará. Ao meu lado, outros torcedores do Fortaleza e como adversários torcedores do Ceará, todos unidos para promover e celebrar a disputa saudável e o respeito com o outro, mesmo sabendo que o grande objetivo do jogo era a promoção de uma coisa maior, ninguém queria perder, pois estávamos representado as cores do nosso clube. As semanas anteriores ao grande dia foram de muita ansiedade para todos, que como eu, também iria realizar um grande sonho. Havia fofocas e provocações como em qualquer clássico, os racheiros do Ceará se consideravam favoritos, tinha um retrospecto melhor, eram mais entrosados e escolheram os melhores jogadores que eles possuíam, recrutando inclusive alguns especialmente para essa partida; enquanto que nós, racheiros tricolores, tínhamos certa desconfiança entre nos mesmos, o time não se conhecia direito, vínhamos de resultados anteriores adversos, mas mesmo assim optamos por manter os jogadores que desde do inicio se comprometeram com o projeto, sendo esse o critério principal para escalação para o jogo final.
No dia parecíamos todos deslumbrados com aquilo tudo, entrando no maior estádio do estado em direção aos vestiários, vivendo os bastidores que antecede a um grande clássico, imprensa e dirigentes, todo mundo ali se preparando para o grande duelo local. Chegando ao vestiário, muita tensão, aquecimento, grito de guerra e fomos para o jogo!!!
O início de jogo não foi lá muito emocionante, o estádio ainda não estava cheio, quase vazio na verdade, pessoalmente não senti nervosismo algum, o time inteiro jogava muito bem, o peso do favoritismo devia está pesando aos novos adversários, tanto que em poucos minutos cometeram um pênalti e tiveram um jogador expulso. Partimos em vantagem e levamos o jogo numa boa, mesmo sofrendo o gol de empate e algum sufoco, o time soube se portar bem.
Começa o segundo tempo, o estádio já estava praticamente tomado pelas torcidas, lembro que antes da bola rolar, estava aquecendo no campo e fiquei parado olhando para as arquibancadas, nessa hora começou a cair à ficha! O segundo tempo foi mais nervoso que o primeiro, o estádio lotado, a vibração das torcidas, contagiou os dois times, o jogo se tornou uma verdadeira correria de ambas as partes, a cada jogada uma reação vinha das arquibancadas. Na metade do segundo tempo, já não tinha mais força para suporta aquele ritmo frenético, preferir sair e ceder meu lugar a um companheiro mais descansado. Acompanhei de fora, os dois outros lindos gols que fizemos e o pênalti perdido por nosso companheiro, mas já não fazia falta esse gol, já estava tudo dominado! Era só esperar o apito final do juiz e comemorar a vitória.
Comemoramos junto com a nossa torcida, foi sensacional aquele momento, receber os aplausos de agradecimento e reconhecimento pelo esforço demonstrado em campo.
Na descida para o vestiário, num verdadeiro estado de êxtase, seguimos todos juntos cantando o hino tricolor. Sabemos mais tarde, que aquela nossa alegria e demonstração de afeto ao clube ecoou dentro dos corredores do Castelão até chegar ao vestiário onde o time profissional do Fortaleza se concentrava, aquilo contagiou os atletas, que não fizeram feio e deixaram aquele dia que já era inesquecível, perfeito, com a vitória do Fortaleza sobre o Ceará. No fim da partida o que se ouvia era: o Fortaleza fez barba, cabelo e bigode hoje!

sábado, 28 de julho de 2007

Congratulações aos amigos

Queria parabenizar o Marcelo, o Renato, a karol e a Andressa,
meus amigos companheiros de faculdade , 
pela conclusão do curso de administração.Queria dizer também 
que é muito bom para mim, finalmente,  pode trata-los com 
igualdade, já que vocês agora são cidadãos de 3 grau... ehhehehe

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Radicalização irresponsável

Esse texto do Luis Nassif  resume exatamente o que eu penso sobre o caso dos gestos de Marco Aurélio Garcia e do seu assessor...
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A radicalização política está assumindo proporções assustadoras. Está se tornando um fenômeno amplo e que, a qualquer momento, pode fugir ao controle do bom senso.

Os gestos do Marco Aurélio Garcia e do seu assessor, comemorando a “barriga” da cobertura do “Jornal Nacional” são condenáveis. Mas filmá-los dentro de sua sala, na intimidade, equivale a um grampo ilegal. É crime. Qual teria sido o comentário dos editores da Globo quando receberam o material que permitiu desviar o foco da discussão da cobertura para o gesto do assessor?

Lembro-me quando a “Veja”, em um de seus momentos típicos, crucificou o jornalista Ricardo Boechat, em cima de frases tiradas de um grampo, em uma conversa informal. Um ex-diretor da revista, Mário Sérgio Conti, comentou com o então diretor da revista que se tivessem sido grampeadas as conversas deles com Pedro Collor, ninguém sairia ileso. E isso porque termos e frases (até gestos) em uma conversa privada em tudo diferem de uma manifestação pública. Muitas vezes o problema não é da frase ou do gesto: é do grampo e da publicidade dada ao ato criminoso de grampear sem autorização judicial.

Mesmo assim, tanto o gesto de Marco Aurélio como a repercussão da mídia mostram que conveniências políticas se colocaram acima da solidariedade com as vítimas ou da busca de saídas para o impasse aéreo.

Tem-se um jogo, hoje em dia, em que se condena Lula por seus erros e por erros de terceiros; na outra ponta, se ataca José Serra meramente por ter divulgado o número de mortos. Acenam-se com cadáveres do Metrô contra os cadáveres da TAM. E toda essa luta para quê? Não estão em jogo projetos de país, modelos alternativos de desenvolvimento, princípios políticos e ideológicos. É um pega-pra-capar que tem a mesma falta de lógica dos efeitos-manada.

A imprensa se machucou seriamente no período eleitoral. Não aprendeu a lição. Tem que cobrar Lula pela falta de regulação do setor aéreo, pela incompetência da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), pela politização anterior da Infraero. Tem que se cobrar um novo modelo para o setor aéreo.

Agora, quem ganha com esse tiroteio destrambelhado, com esse festival de acusações apressadas, com essa tentativa de criar um fato político em cima de grampos televisivos? Quem ganha com essa montagem de colocar uma frase solta do Ministro da Defesa reclamando de salário, como se fosse uma resposta à crise aérea?

É um preço muito alto que o país paga para se desviar o foco da discussão principal: a incompetência do governo para resolver a questão aérea; a incompetência da mídia para fazer uma cobertura técnica e isenta.

texto de autoria do Jornalista Luis Nassif postado em seu blog:
http://luisnassif.blig.ig.com.br/ em 20/07/2007.

Alienação e futebol

A discussão que quero fazer é sobre o nível de envolvimento com o futebol e a alienação perante as outras questões. Há sujeitos que se orgulham (às vezes nem tem essa consciência) de só se interessar por futebol, mesmo que se torne um alienado perante as outras questões que formam o cotidiano de qualquer pessoa.
Para tipificar e exemplificar o meu raciocínio separei em 3 categorias esses tipos de pessoas (como acho a palavra alienado, uma palavra pouco simpática, vou usar um termo mais tipicamente cearense: abestado).
Abestado nível 1: é aquele sujeito que só sabe falar de futebol, só ler a parte de esporte no jornal, só acessa sites de esportes, só participa ativamente no Orkut em comunidades relacionadas a futebol, enfim seu mundo gira em torno do esporte, ou mais especificamente do futebol. Quando se para conversar com esse tipo sobre qualquer assunto que não seja futebol, o que ouvimos é um festival de clichês consagrados no imaginário popular, como por exemplo:
Exemplo 1: e a cara o que você acha dessas denuncias ae de corrupção e tal?
Poxa cara, eu vi uns comentários ae, mas eu num quero nem saber, pra mim político é tudo ladrão!!!!
Exemplo 2: Ei mah, essa política ae do governo de juros altos é foda neh?
É! Mas pra mim tanto faz, isso num atinge a gente mermo neh...
Entretanto, esse tipo de abestado é um cara que domina o assunto futebol, ele é um cara moderado, que sabe analisar os aspectos do esporte com certa parcialidade, conversa civilizadamente com um torcedor de um time rival, fresca e aceita também as brincadeiras dentro do espírito esportivo.
Abestado nível 2: o abestado desse nível reúne as mesmas características do abestado do nível 1, é um sujeito asilado por futebol também, contudo não tem a mesma moderação que o abestado anterior. É um cara extremamente parcial, não aceita gozação, às vezes parte para ignorância, fica puto quando alguém fala mal de seu time, freqüentemente escreve reclamando contra algum colunista que ousou fazer um comentário contra o seu time, é o cara que das 100 comunidades do Orkut, na qual ele participa, 95 são em homenagem ao seu time de coração e as outras 5 são obviamente, frescando ou insultando o time rival. Outra característica comum desse tipo de abestado são as fotos postadas no seu álbum, são sempre com trajes e uniformes do seu time, fazendo aqueles gestos com a mão que não tem significado algum, além de claro saber todos os tipos de gritos de guerra e funk’s do momento.
Abestado nível 3: esse cara é o caso mais grave, ele reúne todas as características do nível anterior, mais numa proporção mais extrema. Esses sujeitos são aqueles que só têm roupas com motivos de seu time e da torcida organizada, que fazem cara de mal, que se orgulham de acorda 5 da manhã, para esperar o time no aeroporto para protestar contra uma derrota sofrida, sendo que às vezes partem até para agressão aos jogadores.

Alguém pode querer dizer que isso é paixão e paixão não tem razão, não tem sentido, não tem lógica, não tem explicação (que poético) e é coisa de torcedor fanático...
Entretanto, o torcedor fanático pelo seu time não é obrigado necessariamente a ser excluir do restante do mundo, a não se interessar por mais nada e a não ter outras preocupações, isso para mim é alienação. O torcedor fiel pode tranquilamente expressar o amor pelo eu time e ser uma pessoa antenada com o mundo, além de ter outros interesses e quando inserido numa discussão extra-futebol saber o que falar.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Sobre o acidente do Vôo da Tam

Sobre as causas: na minha opinião acho ainda cedo e precipitado determinar as causas do acidente, ouvimos várias possibilidades levantadas pelos especialistas (erro mecânico, erro humano, pista insegura, etc), mas no entanto só poderemos ter o veredito final depois de concluídas as investigações e a análise da caixa preta.

Sobre a cobertura da imprensa: é natural que uma tragédia dessas proporções ocupe boa parte dos noticiários de todos os meios de comunicação, mas alguns tem coberturas de excessivo sensacionalismo, a toda hora mostrando novas imagens feitas por celular, onde só se ouvem gritos de desespero, dentre outras ações apelativas para conseguir a atenção do telespectador. O que me chamou a atenção foi uma reportagem da rede Record, acho que não tinha mais nada para mostrar, ae os caras resolveram trazer um desses asilados por simuladores de vôo, para justamente mostrar como teria acontecido o acidente, ae eles ficaram  filmando o cara lá jogando o Fly Simulation, puxa vida que legal... se a moda pega vão usar o Counter Strike para simular operações terroristas e o Need For speed para acidentes de automóveis.

Sobre os políticos: esses caras conseguem até numa tragédia dessas colocar conotação politica em 
seus comentários, quem era da oposição arrumou um jeito de culpar o governo e quem é da base aliada, claro, explicou tudo de forma a deixar o governo de fora.
 

É osso!!!!

Esse mês de julho eu tinha programado intensificar os estudos por cauda do concurso da Petrobrás que eu vou fazer, mas oh coisa ingrata é estudar com o Pan rolando, toda hora é jogo, é  o Brasil disputando medalha, é a galera daqui de casa torcendo... Num tem quem consiga se concentrar desse jeito!!!! Fico direto querendo assistir as transmissões também...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

A CAPA “INFELIZ” DA REVISTA PLACAR

Uma das grandes graças do futebol é justamente aquilo que aconteceu ontem: um time “pior” vence o adversário favorito, e vence JOGANDO MELHOR. Inexplicável e quase miraculosamente jogando melhor. Todos, sem exceção, ficam pasmos. Por essas e outras, a crônica esportiva mais inteligente (ou experiente) evita o emprego de artes divinatórias.

A revista “Placar”, porém, ignorou esse verdadeiro ensinamento e estampou em sua capa (que está nas bancas) a seguinte manchete: “ONDE FOI PARAR A SELEÇÃO”. A capa é ilustrada coma imagem de uma camisa canarinho jogada numa lata de lixo.

Aí vem a seleção brasileira e mete 3 na Argentina, sem dó nem piedade. Os jornais enchem as bancas com aquelas capas enaltecedoras (e oportunistas) de sempre. E a “Placar” continua lá, com sua capa destoando de tudo e de todos. Racionalmente, a revista não erra, e tal vitória não deveria servir para se evitar discussões sérias sobre o time.

Mas ganhamos, porra! Deixa para discutir, sei lá, depois de amanhã. A “Placar” resolveu discutir ONTEM e aí se estrepou.

TEXTO RETIRADO DO BLOG: http://imprensamarrom.com.br/
postado em 16/07/2007 por Gravatai Merengue

terça-feira, 17 de julho de 2007

Brasil campeão Pan Americano

Tem gente ae falando que o Brasil foi medalha de ouro, campeão pan americano no futebol, após a vitória sobre a Argentina por 3 x 0 ...
hehehehehe, a galera tá confundido as coisas!!!!!!

Sobre o Blog

Olá pessoal, resolvi entrar na onda e criar um blog também. Um espaço para disponibilizar alguns pensamentos e algumas besteiras que me vêm a cabeça, um ambiente para discussão de assuntos importantes ou debates simplesmente inúteis. 
Acho que não vão encontrar aqui narrações de encontro eróticos 
ou um manual de como fazer uma 
bomba no quintal, mas espero trocar informações e receber  contribuições dos amigos e de quem se interessar.
Sobre o nome do blog, o INfuck, leia se enfoque. Espero que os mais puritanos não se ofendam com esse palavrão, é apenas um trocadilho...